Cloe Fenix

Estrelinha – Continuação 4

A Estrelinha ficou a pensar, no que o menino lhe disse. E nesse dia ficou a observar as outras estrelas. Ficou admirada, como naquele céu existia todo o tipo de estrelas. Todas eram tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais. E todas se divertiam ao seu jeito e eram felizes assim. Também tinha de tentar, estava na sua hora de ser feliz.

Na noite seguinte, quando o menino a chamou, a Estrelinha não podia ficar mais radiante. Não tinha desistido de viver, ia lutar e procurar alguém que quisesse ser seu amigo. Feliz pode mostrar, um vestido mais luminoso, que se curava a cada dia. Tudo graças ao seu querido e único amigo humano.

Longe dos olhos daquelas, que gozavam com ela. A estrelinha procurou novas amigas. Alguém disposto a brincar com ela e a conhece-la. Assim, aproximou-se de uma pequena estrela, que brincava sozinha cantarolando.

— Que música linda. – Disse sem pensar.

— Obrigada. – Sorriu a outra estrela. – É a canção da mama estrela, ela que me ensinou.

— Também posso aprender? – Perguntou timidamente.

— Sim. – Sorriu. Cantarolando em volta da Estrelinha, a linda canção.

No céu brilhante, que brilha sem par.

Vem uma estrela, no céu a bailar.

E roda, roda e volta a rodar,

Estrelinha linda me vem animar.

Eu quero ver o céu e o mar,

Estrelinha vem, que eu vou cantar.

Tu és minha amiga, e vens-me animar,

Estrelinha linda, eu quero bailar.

E roda, roda e volta a rodar,

Estrelinha linda vem ser o meu par.

Eu quero ver o céu a bailar,

Num giro, único de luzes no ar.

A estrela que brilha no alto do céu.

É tão pequenina, que brilha sem véu.

Não sei se me ouves,

Ou me vais escutar.

Estrelinha, que sabes,

Meu nome e meu lar.

E roda, roda e volta a rodar,

Estrelinha linda vem ser o meu par.

Menino que ao mar, a estrela lançou,

Voou, para o céu, seu brilho ganhou.

Luz da esperança, na noite sem luar,

Brilha para mim, me guia ao meu lar.

E roda, roda e volta a rodar,

Estrelinha linda vem ser o meu par.

 Estrelinha adorou, aprender aquela canção e ainda ganhou uma nova amiga. A sua primeira amiga estrela, alguém que não a criticava, pelo ser brilho. No entanto, havia alguma coisa naquela canção, que a incomodava. Algo que ela, não entendia e que parecia ter algum significado, para a sua vida. Então nessa noite, a Estrelinha procurou a mãe estrela, para lhe perguntar.

— Mamã, posso fazer uma pergunta?

— Sim Estrelinha, o que foi?

— Eu aprendi agora uma música, que falava de um menino, que atirou uma estrela ao mar. E ela voou para o céu, para o guiar de volta ao lar. É verdade?

— É sim. – Sorriu. – É a música da primeira estrela, a estrela guia.

— Existem estrelas guia?

— Hoje são raras, mas no passado existiram milhares. Chegou até a existir, uma por cada homem na terra.

— O que lhes aconteceu? – Perguntou curiosa.

— Os homens esqueceram-se delas e sem nada para fazerem, simplesmente começaram a desaparecer.

— Oh… – Ficou triste.

— Sabes Estrelinha, diz-se que de milénio em milénio, nasce uma estrela com um brilho semelhante. A herdeira, do brilho da primeira estrela.

— Herdeira?

— Sim. Uma estrela, que recebeu o brilho da primeira estrela.

— E quem é essa estrela, mamã?

— És tu, Estrelinha. Tu é que herdaste, o brilho da primeira estrela.

— Eu? Como? – Perguntou admirada.

— Nasces-te com ele, por isso eu te dei o nome de Estrelinha. Como o da grande mãe estrela, a mãe de todas nós.

— Então eu sou especial?

— Querida, todas somos especiais à nossa maneira. Só temos de encontrar, o nosso jeito, de fazer as coisas acontecerem. Quem disse, que não eras especial?

— Todas. – Ficou triste. – Todas diziam que eu era estranha, que o meu brilho era muito forte e diferente.

— Oh querida. – Ficou preocupada. – Porque, não me contaste antes? Claro que és diferente, mas ser diferente é algo bom. Se fossemos todas iguais, a vida seria demasiado… previsível. Uma seca… como vocês, jovens dizem.

— Mas elas, não gostam de mim.

— Porque, elas não te conhecem. Elas têm tanto medo, que sejas mais especial, que não te deixam entrar na vida delas.

— Medo… Alguém me falou de medos, bem recentemente. – Lembrou-se do menino.

— Todos nós, temos medo de alguma coisa. Vou-te contar uma história…

Estrelinha – Continuação 4

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