Cloe Fenix

Arte de escrever

Criar um personagem

Criar um personagem nunca é fácil. Existem muitas variáveis, que podem comprometer o resultado final do seu livro. Uma personagem sólida, complexa, intrigante, chamativa… é o que dá vida a cada história, que faz o leitor rir, que o faz identificar com a dor e os problemas do personagem. Que o faz amar, chorar, ficar com raiva, odiar, que o marca e faz o viciar em cada linha, em cada página, mas sobretudo, que lhe deixa uma sensação de vazio no final do livro. Porque não há nada melhor, que um leitor que termine um livro com a sede por mais.

Que características deve ter o personagem:

  • Características básicas (Nome, idade, profissão…)
  • Objetivo (o que ela quer?)
  • Motivação (Porque? O que ganha?)
  • O que está em jogo? (Consequências)
  • Obstáculos (O que atrapalha a acalçar o objetivo)
  • Passado (Qual é a sua história?)
  • Personalidade (Qualidade e defeitos)
  • Relacionamentos (Quem é aliado? Quem é inimigo?)

Criar personagens Complexos

  • Criar personagens interessantes por si só:
    • Características básicas, o que geram perguntas, mesmo fora de história já são interessantes (cicatriz, vício, mania, defeitos, traumas…)
  • Dar ao personagem uma posição interessante no enredo
  • Mostrar que é o seu personagem, através de ações, reações e falas (Exemplo: Otimista – está sempre a sorrir)
  • Fugir do clichê
  • Pensar nos motivos dos personagens, para cada ação (mesmo que existem nas entrelinhas)
  • Cuidado para não fabricar personagens com o seu molde
    • Não nos basearmos nos personagens que já conhecemos, devemos criar personagens novos e únicos.

Escrever boas histórias com base nos personagens

Há várias questões que podem influenciar, na hora de escrever e estragar o resultado esperado. Mesmo que o personagem seja o melhor alguma vez criado, ainda são os pormenores, que vão ditar o seu sucesso.

  • Eliminar tolo o “ele pensou” e “ela viu”
    • O leitor sabe o que o personagem vê e sente, como se fosse uma parte dele mesmo. Usar os termos “pensou” ou “viu”, estamos a colocar o personagem na 3º pessoa e não usamos esse tipo de expressão para nos descrevemos. A 3º pessoa só é usada quando existe um narrador e este não pode saber o conflito interno da personagem, só sabe aquilo que vê, como se fosse um locutor/comentador desportivo.
  • O leitor quer viver a sua leitura como se fizesse parte da cena.
    • Quer sentir, amar, odiar, respirar como o personagem.
“Quando uma história é contada pelo ponto de vista do personagem (POV), o escritor tem o privilégio de contar a história, a partir da mente do personagem.”
“Quanto mais consciente do POV do personagem, mais fácil é criar uma história de dentro da sua mente e a manter.”
Arte de escrever

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