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Como escrever um livro – Capítulo 1

Escrever livro é simples, basta ter uma boa ideia.

Era muito fácil se esse fosse o único problema certo? Infelizmente, não é assim tão simples. Claro que tudo começa apenas, com uma ideia e é dessa ideia, que se cria uma história nova. A inspiração pode vir de qualquer lado, de um livro, de um filme, de uma experiência, do jornal, de uma piada… De tudo aquilo que nos rodeia, de tudo o que existe. Uma pequena e simples ideia, que vamos fazer crescer, tal como se fosse uma pequena e simples semente.

No entanto, tenha muito cuidado sobre essa ideia, para não correrem o risco de plágio.

Já tem a sua ideia? Então vamos pegar em papel e caneta e começar a escrever.

Não sabe como começar, pois não?

Quando comecei a levar a escrita a sério, procurei inúmeros livros sobre escrita criativa e como escrever um livro. Fui à biblioteca, procurei pela internet, procurei, procurei, procurei… e no fim nunca me parecia suficiente. E não me sentia de todo, preparada para começar principalmente, porque nunca fui muito boa em gramática. Felizmente percebi, que nada conseguiria sem tentar e tentar. E quando terminei a minha primeira obra, recebi uma sensação fantástica, um desejo por mais. Como eu disse no primeiro capítulo sobre a escrita criativa, não existem regras sobre a criatividade. No entanto, a forma que ele deve ser escrito, independentemente do tipo de escrita, a quem se destina e da história que o envolve. Deve ser um livro de escrita clara, limpo, de fácil leitura e compreensão.

Quando vai escolher um novo livro, não o escolhe só porque tem um nome interessante e uma capa atrativa. Procuram sobretudo uma história cativante e atrativa, mas ninguém resiste a espreitar o seu interior. Quantas vezes pegou num livro e o abriu para ver que tipo de letra tinha, como começava o primeiro capítulo, quantas páginas possuía… Tudo isso é importante e ajuda a vender, principalmente porque ninguém quer cansar o leitor, antes mesmo de o conquistar. Correto?

Então para já, precisamos de uma boa ideia e uma boa técnica de escrita. Que mais?

A experiência é tudo e a perceção visual também. Como descreveria a vista da sua janela? Como explicaria um por do sol? Um sentimento? Uma emoção? Um espaço? Um acidente?

Ler livros de outros autores pode ajudar bastante, perceber a forma como eles veem as coisas, como usam as palavras. Não ler um livro como um leitor, mas sim lê-lo como um crítico, atento aos mínimos pormenores. Quando eu não sei como começar um livro, ou como descrever uma cena, o que normalmente faço é procurar um livro com um tipo de escrita semelhante, ou uma história com as mesmas caraterísticas. Isso ajuda bastante, para além que também se torna uma boa forma para contrariar o bloqueio criativo.

Lembrem-se que é para inspirar, nunca para copiar. Plágio é crime e também é falta de ética.

Uma vez li, que uma escritora carregava sempre consigo um caderno e usava-o para apontar não só novas ideias, como também era uma oportunidade, para descrever aquilo que via. Depois podia usar essa informação, em qualquer momento, para completar ou enriquecer a sua história. Um bom exercício e também uma boa forma de manter a mente ativa e aperfeiçoar a sua escrita, a sua perceção visual e ter trunfos guardados para um possível bloqueio criativo.

Também é fundamental, encontramos o nosso próprio estilo de escrita. De que forma nos sentimos bem a escrever, que palavras usamos, que tipo de livro nos sentimos bem a escrever, quem é o nosso público-alvo? Tudo isto é fundamental, para nos encontramos a nós mesmos num mundo tão extenso.

Se prestarem atenção, um escritor escreve sempre dentro dos mesmos géneros, para o mesmo tipo de publico alvo. Quem escreve livros infantis, no máximo passa para livros juvenis, mas livros para adultos é muito mais difícil. Da mesma forma que quem escreve livros para adultos, não consegue ter a linguagem e a subtileza necessária para escrever um livro infantil. Como podem acompanhar no meu blog e nas restantes redes sociais sobre mim, eu prefiro escrever livros para adultos, mas também escrevi um livro infantil/juvenil. Por mais que me orgulhe da forma como ele saiu, senti muitas dificuldades a escrever o mesmo e ao longo do livro perdi-me um pouco. Conforme lê o livro vai notando que no inicio eu tinha uma escrita mais infantil que ao longo da história se perde. De certa forma isso é bom, porque acompanha o crescimento da personagem, mas ao mesmo tempo perdeu o sentido. Quando eu escrevi o livro, foi com o intuito de participar num concurso de livros infantis. A meta era escrever um livro para uma faixa etária dos 7 aos 12 anos e que tivesse entre 20.000 e 80.000 caracteres. Nunca me custou tanto escrever um livro dentro destes parâmetros. Principalmente porque não era o meu tipo de escrita, não era o meu estilo e muito menos eu não sabia como desenvolver a história.

O meu resultado?

Falhei por dois anos seguidos o prémio e o mesmo era bem bom, 25000€. No entanto, eu não desisti da minha obra, registei-a e partilhei-a com todos. De uma forma ou de outra eu continuei atrás do sucesso, do meu sucesso pessoal. E disso eu não vou desistir, pois eu acredito nas minhas habilidades e nas minhas obras. Ainda tenho muito para aprender, mas desistir não é uma opção para mim.

E para ti, é?

 

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