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Drave, Aldeia mágica

Por caminhos acidentados apenas trilhados a pé, onde nenhum veiculo é capaz de chegar perto, descobre-se histórias mágicas que outrora foram vividas. Distanciada do mundo, onde os bens essenciais, são apenas dados pela natureza. Construções que se confundem com a paisagem, história que ficou gravada em cada traço do seu ser. Um espaço, onde a natureza mais pura se mistura com a natureza humana, no sentido mais puro da humanidade. Um espaço protegido pelas montanhas, onde a civilização mais próxima fica a quilómetros de distância. E te leva a descobriste a ti mesmo, ser artifícios, quem status sociais ou mascaras, apenas como Homem.

 

Drave, uma aldeia para lá do tempo

Entre as Serra da Freita, Serra de São Macário e Serra da Arada, integrada no Geoparque de Arouca e situada na União das Freguesias de Covelo de Paivó e Janarde, Concelho de Arouca, Distrito de Aveiro, Diocese de Viseu, Portugal. Existe uma aldeia desabitada esquecida pelo tempo, não fosse por aqueles que lhe dão vida ocasionalmente.

Numa aldeia cujos acessos são feitos por caminhos rudimentares, onde os veículos, a eletricidade, a água canalizada, o gás, o telefone, as redes móveis não chegam. Um pequeno paraíso natural, a quilómetros de grandes cidades e centros comerciais. Onde tudo tem de ser levado nas costas e trazido da mesma forma, um espaço espiritual, cheio de memórias de quem já lá passou. Carrega consigo tradições e memórias onde todos os trabalhos eram feios de maneira rural. Casas em xisto, que se confundem com a paisagem, rios límpidos com cascatas naturais, pelo meio das rochas, onde habitam peixes, sapos, libelinhas e outros animais. Campos, que no passado seriam para a agricultura e para o pasto dos animais, agora estão desertos, mas não sozinhos.

Aldeia viva

Drave carrega passados e memórias de muitas famílias, entre elas a Família Martins, que ainda hoje possui lá terrenos apesar que na maioria estão abandonados. No entanto, pelo menos uma vez por ano, esta regressa no dia 15 de agosto para realizar a procissão de Nossa Senhora Saúde. Hoje esta aldeia recebe dezenas de pessoas, umas que se aventuram pelos trilhos que lá passam, quem já lá foi e quer voltar. E por ultimo, mas talvez os mais importantes, não querendo desvalorizar ou outros, os escuteiros.

 

Drave foi descoberta pelos escuteiros em 1992, enquanto procuravam um lugar para propicio a reflecção pessoal, para o seu projeto dos rumos do homem novo. No mesmo ano o CNE adquiriu 1/3 da aldeia, composto por 8 casas e alguns terrenos. Eles não só tentam recuperar a sua história, como também recuperar e reconstruir as suas casas e tradições. Usada como base da 4º secção (caminheiros, jovens dos 18 aos 22anos), reconstroem a aldeia com as suas próprias mãos, utilizando as técnicas antigas. Ali tem como objetivo, alcançarem o objetivo que logo cedos lhes é proposto pelo clã, o rumo do homem novo. Sem eles, provavelmente Drave, seria mais uma aldeia deserta, esquecida pelo tempo e em ruinas. Contrariando a naturalidade das coisas, Drave é visitada por escuteiros de todo o mundo e reconstruída pelas mãos dos mesmos, durante a sua estadia.

Drave uma aldeia a preservar.

Quem visita Drave, certamente encontrara o grupo de escuteiros por lá, principalmente ao fim de semana. Eles não se importam de receber e partilhar a sua vivência, apenas pedem que a ajudam a preservar, no seu estado natural. No passado o CNE viu o seu trabalho ser destruído, por pura maldade e egoísmo. Desolando o coração de diversos jovens, que construíram as casas com a sua própria força, suor e lagrimas.

 

Inspiração para filmes, livros e musicas, Drave não deve viver apenas de memórias, mas também de experiências que deve se manter original. Natural, da sua forma mais pura e singela, uma aldeia mágica para o mundo, que perdera a sua mágica, se for tocada pelo homem.

 

 

 

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