Os Maias de Eça de Queirós

Os Maias é o mais extenso romance escrito por Eça de Queirós, tendo demorado cerca de 10 anos para o escrever. Sendo composto por dois volumes, “Os Maias” como obra principal e como segundo volume, uma crónica crítica da alta sociedade lisboeta de 1880. 

A obra “Os Maias” fala sobre as 3 gerações da família Maia e as suas tragédias particulares. Terminando, com o amor incestuoso, entre Carlos da Maia e Maria Eduarda. 

Resumo “Os Maias”

Início da obra

A trama inicia-se em Lisboa, na segunda metade do século XIX. No mês de outono de 1875, Afonso da Maia, um homem nobre e rico, instala-se no Ramalhete. O mesmo, é casado com Maria Eduarda Runa com quem tem um filho, chamado Pedro da Maia. Pedro tem uma romântica e religiosa educação, extremamente protecionista. Acima de tudo, pelo apego a sua mãe, que o deixa abalado, após a sua morte. Até que, conhece Maria Monforte, a filha de um negreiro (traficante de escravos).

Contra a vontade do seu pai, Pedro casa-se com a Maria Monforte. Desse casamento, é gerado um casal de herdeiros. Contudo, Maria Monforte apaixona-se por Tancredo, um principal napolitano acolhido por Pedro da Maia, após feri-lo acidentalmente. Pouco tempo depois, Maria foge com o seu amante, para Itália, levando consigo a sua filha. Com o desgosto, Pedro da Maia suicida-se, entregando o filho Carlos, aos cuidados do avô.

Afonso da Maia cria o neto e o encaminha para cursar medicina em Coimbra. Após formar-se, Carlos retorna a Lisboa e abre o seu consultório. Uma vez no Ramalhete, Carlos cerca-se de amigos intelectuais e da burguesia lisboeta. Sendo os principais intervenientes, João da Ega, Alencar, Damaso Salcede, Palma de Cavalão, Euzébinho, o maestro Cruges.

Encontro entre Carlos da Maia e Maria Eduarda

Envolvido com os hábitos da burguesia e dos seus amigos, Carlos envolve-se com a Condessa de Gouvarinho. Terminando mais tarde, o relacionamento com ela. Durante esse tempo, o mesmo encanta-se por uma madame, esposa do brasileiro Castro Gomes. Carlos tenta se aproximar dela, no entanto, não tem êxito. Até que a pretexto de atender clinicamente a governanta inglesa de Maria Eduarda, miss Sarah. Carlos, começa a frequentar a casa diariamente. Graças a essa proximidade, os dois viram amantes. 

Para facilitar o encontro dos dois, Carlos compra uma quinta nos Olivais. Dividindo assim o seu tempo entre ela, o Ramalhete, e o seu consultório. Na tentativa de esconder o seu romance, do seu avô. 

Certo dia, Carlos recebe a visita de Castro Gomes, após o mesmo saber do caso dos dois. Nessa visita Carlos fica a saber que, na verdade, Maria Eduarda é amante Castro Gomes. Apesar, que este deixava que ela fosse apresentada a sociedade Lisboeta, como a sua esposa. Dessa forma, Carlos viu o caminho livre, para o casamento dos dois. 

A descoberta da verdade

Contudo, uma nova tragédia abateu-se sobre a família dos Maias. Desta vez, com a chegada do senhor Guimarães, que transportava consigo um pequeno cofre. Pertencente a Maria Monforte, que morreu em Paris. Nesse pequeno cofre, endereçado a Maria Eduarda. Encontrava-se a sua herança, bem como a prova da sua paternidade. Revelando dessa forma que Maria Eduarda e o Carlos são irmãos.

Contudo, Carlos não aceita essa informação e mantém a sua relação incestuosa, com a sua irmã, que desconhecia a verdade. O que provocou um grande desgosto no seu avô, Afonso da Maia. Como resultado, Afonso é encontrado deitado no jardim, sem vida. 

Ao descobrir a verdade Maria Eduarda parte para Paris, onde acaba por se casar. De coração partido, Carlos resolve viajar pelo mundo, regressando a Portugal 10 anos depois. Ao reencontrar os seus amigos, principalmente João da Ega, um grande amigo desde os tempos de Coimbra. Carlos, junto dele, e recorda, com ironia e desesperança o passado. Quando, João da Ega, diz:

“Falhamos a vida, menino!”.

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